Flávia Oliveira Vai Participar Da Rio 2016 Na Prova Estrada Feminino.

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Campeã brasileira de estrada em 2014 e vencedora da camisa de montanha no Giro da Itália no ano seguinte, a carioca Flávia Oliveira será, pela primeira vez na carreira, uma das representantes do Brasil no ciclismo feminino do Jogos Olímpicos. Com o objetivo de chegar em agosto no Rio de Janeiro com a melhor preparação possível para representar a seleção brasileira, Flávia passa a integrar a equipe Specialized para ter na Rio 2016 os melhores equipamentos para a prática do esporte.

“Minha decisão foi baseada na necessidade de eu ter apoio nas provas realizadas nas Américas, como o Brasileiro, Pan-Americanos e, claro, a Olimpíada, que será excepcionalmente no Rio de Janeiro, a minha cidade. Nós atletas sentimos na pele a grande diferença que faz você correr com os melhores equipamentos e de ter o suporte ideal em uma prova importante”, destaca Flávia. “Os Jogos Olímpicos só são realizados a cada quatro anos e o privilégio de ser em casa é algo imensurável. A Rio 2016 será um acontecimento único, diferente do Giro da Itália, por exemplo, competição anual”, complementa.

Aos 34 anos de idade, Flávia Oliveira começou tarde no esporte, com 25 anos. Morando em Littleton, no Colorado (EUA), a ciclista carioca teve dentro de casa o incentivo para agora fazer parte do time Specialized, uma vez que seu marido Nathan Parks também compete pela marca, na equipe Specialized/Touchstone Masters. “Meu marido, que eu gosto de chamar de carrasco personal, também faz parte da família Specialized. Para mim representa muito esse patrocínio da Specialized Brasil, que será a primeira empresa brasileira a me apoiar até hoje”, relata.

“A Specialized tem um foco enorme em produtos voltados para a área feminina e eu amo isso. Quero poder dar o meu melhor desempenho quando represento o Brasil e também ser um ponto de referência positivo para as mulheres e meninas brasileiras que praticam o ciclismo. Comecei a pedalar apenas aos 25 anos, mas me apaixonei de cara pelo esporte e quero vê-lo continuar a crescer”, acrescenta.

Com o novo rumo em sua carreira, o planejamento de Flávia foi alterado, não competindo o Giro da Itália, onde defenderia o título de campeã de montanha. A ciclista está na República Tcheca e disputa de quinta (7) a domingo (10) o Tour de Feminin. “Em seguida competirei, ou o Tour de Bretagne Féminin (FRA) de 13 a 17 de julho, ou a Internationale Thüringen Rundfahrt der Frauen (ALE), de 15 a 21 de julho. No dia 1º de agosto desembarco no Brasil, para a Rio 2016. Estou contente com os treinamentos e toda preparação feita de junho para cá, após o Pan da Venezuela, visando a Olimpíada”, conta.

Percurso olímpico seletivo – Flávia avalia ainda o percurso do ciclismo de estrada feminino, com 130 km de extensão, que será realizado no dia 6 de agosto. “Me arrepia falar sobre esse assunto, porque são praticamente as únicas estradas que eu treino quando vou para casa visitar minha família. Eu chamo de ‘Belo & Brutal’. Será bem seletivo, por vários motivos. Terá um gostinho de corrida clássica, porque pode ter vento ao longo do mar, subidas curtas e duras (estilo belga) e finalizando com uma super subida da Vista Chinesa. Sem contar que as descidas também são técnicas e a chegada é plana”.

Mesmo não considerando-se favorita, Flávia não esconde o desejo de subir ao pódio. “Sempre sonhei desde pequena assistindo as Olimpíadas na TV, que um dia eu também conseguiria subir ao pódio e veria a nossa bandeira sendo erguida. Não sabia que seria por meio do ciclismo que eu teria essa oportunidade. Sei que não sou uma das grandes favoritas, mas passei por muitas dificuldades até chegar aqui, com muito sacrifício. E sei também que o percurso favorece atletas montanhistas”, enaltece.

Para a Rio 2016, ela aponta cinco atletas com mais chances de medalhas. “Acho que as nações com maior número de atletas ditarão a corrida e conseguirão proteger suas atletas na briga pelo ouro. Ao meu ver, as principais favoritas ao pódio são a Megan Guarnier (EUA), Lizzie Armitstead (Inglaterra), Anna van der Breggen (Holanda), Kasia Niewiadoma (Polônia) e a Elisa Longo Borghini (Itália). Mas, no ciclismo tudo pode acontecer”, conclui.

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